sexta-feira, 27 de março de 2009

plasticidade -

Teatro -uma arte que constrói novas realidades.



27 de março dia do Teatro mais uma reflexão


Não ir ao teatro é como fazer a toilette sem espelho. Schopenhauer

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A ligação entre o que significa ser humano e a prática teatral é tão profunda que a própria palavra teatro vem do grego e significa “local de se ver”, um espaço público onde se podem revelar e discutir as questões essenciais da vida e preparar a pessoa para desenvolver reflexões necessárias para exercer seus direitos e deveres de cidadão.
A própria palavra pessoa vem de “persona”, cujo significado é a máscara grega usada pelo ator.
Não foi por acaso que o teatro grego brotou a partir das festas dionisíacas simultaneamente com a democracia e que precisava de um coro para dar voz aos pensamentos do povo; que os contadores de história do Senegal, os “griots”, eram da casta mais baixa; que a corte francesa ficou provocada a ponto de proibir os atores da Commedia dell’Arte a falar, criando assim a pantomima francesa; que Federico Garcia Lorca foi assassinado pelos fascistas espanhóis, que Bertholt Brecht preferiu o teatro épico; que Augusto Boal foi exilado na época da ditadura. Implícito em cada história sobre o atual está a sua própria prolongação. No teatro, quando se comenta a realidade, pode-se sempre inserir uma visão sobre o futuro. Nesse sentido, teatro,
não é somente uma arte mimética, mas pode ser também uma arte que constrói novas realidades. “O mundo é um palco, e todos os homens e mulheres, meros atores.
Têm suas entradas e suas saídas; Cada pessoa na sua vida representa vários papéis.” Jacques (o alter ego do autor) em Como Quiser, de William Shakespeare
Teatro é uma linguagem universal. Aqui usamos o conceito antropológico de universal, isto é, o ser humano em todas as culturas desenvolveu tradições miméticas de reunir membros de uma comunidade para contar e construir sua história, suas crenças e aspirações e de refletir sobre elas. O conhecimento teatral tem em grande parte um caráter tácito. Uma vez aprendido está na memória corporal, mas é difícil explicitar. Não deve ser, entretanto, confundido com o conceito do não-falável de Wittgenstein (1979).
É possível tanto conhecer como explicar, mas para isso é necessário ultrapassar as convenções acadêmicas e usar métodos participativos e métodos da própria arte cênica. No mundo acadêmico, para combater a tão falada “crise da ciência” convém abrir espaços para arte.

Segundo Aristóteles, o homem precisa tanto do conhecimento teórico (episteme) quanto o prático (techne) para alcançar a sabedoria maior; para que possa, a partir do episteme, agir com ética na realidade (fronesis). (ARISTÓTELES, 1967).
O ator é seu próprio instrumento e como tal necessita ser flexível a ponto de poder se adaptar a várias técnicas. Convém relembrar a divisão em elementos fundamentais do teatro feita por Aristóteles: A fabula, a mimesis e o gestus. Para ele, a história é o elemento principal, mas a ênfase no corpo, no movimento não é novidade.

Renovadores de teatro como Edward Gordon Craig, Jerzy Grotowski, Bertholt Brecht e os artistas de performance atuais focalizam o gestus. Fazem e fizeram isso, muitas vezes inspirados em teatro estilizado oriental, achando que o teatro realista leva o ator moderno para um beco sem saída. O teatro feminista e o teatro queer (que ultrapassa as normas socialmente estabelecidas do que vem a ser comportamento feminino e masculino – o gênero -), também focalizam os gestos, o fazer corporal, porque julgam o processo mimético problemático. A questão fundamental é de quem é a realidade que deve ser espelhada e de que forma isto deve ser feito.
O psicólogo russo Lev Semenovic Vygotsky enfatizou que a arte dramática e a imaginação em geral sempre se baseiam nas experiências de vida da pessoa. Essas experiências são transformadas, deturpadas e montadas de uma forma fantástica para se tornarem ficção, mas sempre com fundamento na realidade.

A atividade criativa é, portanto, circular.

Ela se origina em elementos retirados do cotidiano da pessoa,
do seu meio, processam-se dentro dela e voltam para a realidade com nova força transformadora. Nessa atividade, a capacidade emotiva e a cognitiva são simultaneamente necessárias. Cada processo criativo origina-se num desejo, numa necessidade e a partir de uma imagem.

As obras de arte não são somente fantásticas, são novas realidades, são imaginação cristalizada. (VYGOTSKY, 1995).
Ensinar arte não é somente transmitir técnicas. É também facilitar a ultrapassagem dos obstáculos que limitam a criatividade e procurar métodos para superar barreiras, medos, tabus, convenções e estereótipos. (...)- trecho do trabalho - ANTROPOLOGIA DO TEATRO: A ARTE E A EDUCAÇÃO -Bim de Verdier, mestre em Artes Cênicas -Departamento de Filosofia e Ciências Humanas Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
bim_de_verdier@hotmail.com
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O teatro é um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imaginário, e nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço

A representação existe desde os tempos primitivos, quando os homens imitavam os animais, para contar aos outros como eles eram e o que faziam, se eram bravos, se atacavam, ou seja, era a necessidade de comunicação entre os homens

O teatro no Brasil surgiu no século XVI, tendo como motivo a propagação da religiosa. Dentre uns poucos autores, destacou-se o padre José de Anchieta, que escreveu alguns autos (antiga composição teatral) que visavam a catequização dos indígenas, bem como a integração entre portugueses, índios e espanhóis. Exemplo disso é o Auto de São Lourenço, escrito em tupi-guarani, português e espanhol.

Ciganinha e o Circo- Vânia Moreira Diniz




Ciganinha e o circo.
Parte I

A pequena Ciganinha acordava muitas vezes com vontade de reinar de verdade. Gostava de ler demasiadamente e escrever, mas precisava acumular histórias e conhecer sempre um mundo novo, diverso, inusitado e profundamente fantástico.
Muitas vezes ela dizia à sua amiguinha
“Quero participar de aventuras e poder depois mostrar para todos!”
Tinha muita vontade de ir à Europa, principalmente à Espanha onde residiam seus antepassados. É certo que já tinha ido, mas há muito tempo com seus avós e aí era apenas um nenê. Gostava também de ir andando, sem rumo e sentar para descansar onde fosse possível se bem que em sua cidade não era fácil. Mas era assim que gostaria de viver.
Nesse dia saiu sem que ninguém percebesse, muito cedo e foi andando desde Copacabana . Levava uma mochila com alguns biscoitos, refrigerantes e água. Estava cansada depois de algum tempo andando, porém sabia que agüentaria muito mais. Foi quando viu um circo, (Ah que alegria, sensação de que chegara ao seu destino), nem deduzia onde era aquele bairro, mas tinha certeza que era afastado da sua casa.
Estava com um vestidinho curto como costumava usar e suas perninhas queimadas em contato ao sol causticante daquele dia. Seu rosto estava rosado e os olhos que mudavam de cor conforme a claridade ou a cor que usava, estavam brilhantes de cansaço e expectativa. Mas não desistiria. Sempre pensou em trabalhar em circo e fazer milhões de malabarismos que costumava aplaudir.
Repentinamente pensou em seus pais e como deviam estar preocupados, mas imaginou que se quisesse uma vida de aventuras eles teriam que se acostumar ao seu modo.
Como o coração batendo muito ela foi entrando e acercou-se daquela espécie de tenda colorida cujo aspecto a fascinava. E entrou.
Tudo parecia silencioso até que viu um homem de jeito bondoso aproximando-se dela e perguntando enquanto a olhava com admiração:
-Linda, linda menina, não estamos em atividade agora...
-Eu não quero ver, quero trabalhar aqui, posso ficar?
A naturalidade com que a garota falou levou o seu interlocutor a sorrir com encantamento...
-Minha querida, onde mora?
Ciganinha não gostava de mentir. Mas sabia que se contasse a verdade o homem não a deixaria ficar...
-Moro na rua... Não tenho casa...
-E seus pais?
-Não conheço...
Mario (assim ele se chamava) olhou-a dizendo que ela era uma menina muita bem tratada e não tinha jeito absolutamente nenhum de morar ao relento. Mas Ciganinha lhe disse que de fato dormia na casa de uma família, mas que precisava trabalhar para ajudá-los.
O homem ficou tão seduzido pela garota, resolveu então lhe dar a oportunidade de um treinamento para atuar no que ela pedia com tanta veemência. Mas fez Ciganinha prometer que durante o dia iria estudar no colégio que ele lhe arranjasse.
A menina transbordou de felicidade e logo se tornou amiga de todos os participantes do circo e jurava que seria uma escritora, mas também começaria sua vida artística por um circo. Nem pensou muito o quanto sua família devia estar aflita! Estava deslumbrada por tudo que via à sua frente.
Em dois dias estava treinando a executar algumas piruetas e apesar da sua inexperiência os assistentes, a platéia enfeitiçada a aplaudia delirantemente...
Ao mesmo tempo uma saudade profunda de seus pais e avós começou a dominá-la, enquanto com a malha que lhe davam para vestir, as perninhas fortes e musculosas e o rosto expressivo conquistava os adultos e crianças que lhe assistiam...
Como seria daí em diante?
E enquanto sempre nos intervalos escrevia sua própria fantasiosa história deixava que o tempo passasse e lhe indicasse um caminho contanto que não lhe tirasse o mistério e a alegria de seus dias atuais...

Texto inserto do Livro Ciganinha de Vânia Moreira Diniz
Homenagem ao Dia do Circo

Meu amor ao Teatro-Vânia Moreira Diniz

Meu Amor ao Teatro
O teatro é a forma de expressão mais perfeita em que o ator expressa a fala do personagem com toda a sua carga de energia., sentimento, de emoção.
No teatro eu me realizava não só indo a peças maravilhosas em que sentia e vivia por cada um dos atores como também recebendo a avalanche emocional que vinha do autor com a intensidade de um furacão.
Desde muito pequena comecei a exercitar e amava subir ao palco e encenar o personagem que me destinavam, nada mais fascinante do que representar outra pessoa com sentimentos diferentes e personalidade variada. Eu me vestia com a capa de alguém que amava, sofria, raciocinava e agia de maneira às vezes e em sua maioria inusitada para mim.
Tudo ali me seduzia a ponto de na temporada que eu encenava, sentir a personagem que eu estava vivendo assim como acontece quando escrevo um livro. Só que escrever é um ato solitário mas intenso e fantástico, enquanto o teatro as luzes ou penumbras, as pessoas que compunham a platéia, o diretor e os outros atores, o diálogo , tudo me fazia explodir em emoção interna a ponto de parecer que eu não era eu mesma. Realmente me transportava inteiramente.
Bem pequenina começou minha alucinação pelo palco como havia acontecido pela escrita. E na minha ignorância infantil imaginava que ninguém saberia transmitir o que o autor escrevia com a mesma força e expressão do que ele mesmo, trazendo na hora certa as inflexões mais enfáticas.
Na verdade acho que quando declamo meu próprio verso ele retorna o que senti na hora que o escrevi, interpretando minha alma e o sentimento que transbordava no momento que o fiz.
E por isso, além de tudo que o teatro sempre representou em luzes, brilho , talento, delírio dos assistentes vibrantes e empolgados, aplausos entusiasmados, ele interpreta a expressão dos autores e a manifestação que metamorfoseia nosso ser individual.
Quando aos 12 anos fui convidada para encenar uma peça num teatro profissional e meus pais me proibiram terminantemente, por um minuto minha alma morreu naquele sonho que consumira tantos dias do meu viver. Já tinha ensaiado a peça sem eles saberem e meu coração ruiu por tê-los enganado e por cair por terra tanta esperança, vibração e alegrias acumuladas.
Alguns anos mais tarde fiz um a temporada no teatro Ginástico português mas tantas eram as obrigações que eu tinham em volta, embora com apenas dezesseis anos que não pude me dedicar inteiramente ao teatro.
O Teatro, no entanto é um desafio que trago dentro de mim enclausurado mas pronto a explodir na hora exata . Um desafio que faz parte da minha missão e não poderei sair daqui, voar para outras galáxias ou abandonar essa parte da viagem sem executá-la, e ao final, olhos fechados ouvir a música final que faz parte do sonho que realizarei absorvida nessa fascinação que sempre me envolveu..
Vânia Moreira Diniz
Homenagem ao Dia do Teatro

segunda-feira, 23 de março de 2009

Deixando-se ficar....

Deixando-se ficar....

O arrolhar de pombas inconfundível adormecia a tarde, envelhecia as folhas,
solicitava brevidade dos ninhos...Estava quente e uma chuva pronunciava-se
na colina agitando ciprestes e o capim elefante, Martha envolta em sonhos

e uma anágua azul desejou encarnar a umidade do pasto e ser nuvem ainda
que para derramar-se sobre o tapete de jovens armadilhas...
O vendaval trouxe o já sabido gosto pelas corredeiras. Pedras gemiam e transpiravam o odor do passado que ela agora sorvia em pausada agonia..
Por que ? Na manhã estivera satisfeita com a vida que a levava como mansa canoa em suas águas...
Olhar perdeu-se entre o verde e a maciez do manto cinza de nuvens.
Num piscar descuidado aproximou-se do desterro..
Um bem-te-vi cruzou o céu em busca de abrigo, Logo outro e mais dois...
Levaram consigo pensamentos e uma dourada luz pousou nas ávidas mãos vazias....
* virgínia além mar - AVBL

domingo, 22 de março de 2009

adágio de outono - virgínia além mar

adágio de outono



em Si acolhe um término
em Lá um recomeço
em Fá algo por fazer
em Sol a esperança ainda em botão
em Dó as despedias...
em Ré a lembrança necessária

e

um desejo em Mi que não cala
rever o desabrochar das primaveras
Clássica - Meditação de Thais


virgínia além mar
Publicado no Recanto das Letras em 22/03/2009Código do texto: T1500775 –

sinopse ópera Thaís em três atos de Jules Massenet

Ato I
No deserto de Tebaida, não longe do Nilo
Palémon e os demais monges do mosteiro aguardam o regresso de Athanaël que vem de Alexandria. Este voltou falando da corrupção que reina na cidade e da escandalosa vida da cortesã Thaïs. Athanaël comunica aos seus companheiros que quer convertê-la a uma vida cristã. E ainda que Palémon e os companheiros o desaconselhem, Athanaël volta a Alexandria. Athanaël é recebido em casa de Nicias, antigo companheiro de estudos. Nicias aparece com duas escravas, Myrtale e Crobyle. Às perguntas de Athanaël, Nicias responde que gastou uma fortuna para ter ao seu serviço a bela Thaïs por uma semana, que está a ponto de acabar. Athanaël cobriu o seu hábito com uma túnica para a festa. Chega Thaïs pela última vez a casa de Nicias. Prontamente Athanaël começa a gabar os predicados da cortesã, com grande surpresa de todos. Thaïs zomba discretamente do monge, mas este assegura que irá ao seu palácio repetir-lhe o que diz.

Ato II
Thaïs ante o espelho, observa os primeiros sinais de velhice no seu rosto, mas pede a Vénus para conservar a beleza. Chega Athanaël que acode a salvar Thaïs; ela goza-o. O monge tira a túnica e fica com o hábito: Thaïs sente o efeito da sua prédica e pede perdão. Mas assim que ele lhe diz que a esperará, tem uma reacção contrária e quando ele sai, dispara numa mistura de soluços e risos (“Méditation”). Thaïs desperta Athanaël, que dormiu fora da casa de Nicias, e implora que a acolha no seu arrependimento. Ele decide levá-la consigo, mas primeiro impõe que queime tudo o que tem. Ela aceita, mas guarda uma estatueta de Eros. Nicias sai de casa contentíssimo: ao jogo, ganhou tudo o que havia gasto em Thaïs e quer continuar a sua vida de diversões. Nicias vê chegar Athanaël da casa de Thaïs e goza, mas ele mostra-lhe a cortesã convertida em penitente. O povo quer impedir que Thaïs se vá embora e Nicias atira umas moedas de ouro, mas aproveitando quando todos se lançam para as apanhar, Thaïs e Athanaël escapam-se.

Ato III
Junto a um oásis.
Eles atravessaram o deserto. Thaïs está fatigada e, em vão, pede um pouco de descanso. Cai, exausta. Athanaël compadece-se dela, traz-lhe fruta e água e diz-lhe que o convento está mesmo ali. Aparecem a abadessa Albine e as companheiras, rezando. Athanaël despede-se de Thaïs e de imediato compreende que já não a voltará a ver na terra; quando vai, cai no chão e chora inconsolavelmente. Os monges dizem que vem aí uma tempestade terrível. Reparam também, que desde que voltou, faz três semanas, Athanaël nunca mais comeu nem falou com eles. Hoje apareceu, muito fechado em si mesmo, mas confessa a Palémon que tem muitos desejos de Thaïs. Palémon responde que o advertiu para que não a conhecesse. Athanaël queda-se absorto na sua prece.Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Tha%C3%AFs"

se gosta de ópera um blog - http://blogdofavre.ig.com.br/tag/opera/

No Outono... Eliana f.v. – Li Andorinha


No Outono...
Eliana f.v. – Li Andorinha

A quietude fresca da natureza
mostra lentamente sua face
Faz-me sentir... como as árvores
Soltando as últimas convicções
para um novo aprendizado

Absorvo suavidades em raios de sol
bebo das águas que seguem sua trilha...
Assim, encanto minhas raízes

Numa serena contemplação
destilo saudades em clorofila
entrego-me ao vento e a temperatura

Saboreando surpresas...
Existo em sensações de passarinho

Hoje quem me rege são os galhos
que de secos... Só na aparência
Pois, em seu interior
dorme a imensidão...
de uma Árvore -
28/03/2009

sábado, 21 de março de 2009

22 de março canto às águas

clique na imagem e visite o Blog SOS Rios do Brasil

Água a pastorear anseios
a suprir nascentes
a sarar desejos febris
a percorrer o leito sem dono
o peito desnutrido
o berço em abando
Água flecha dos destinos
sangue das rochas
leite das pedras
semente da grotas
Água batismo dos crentes
lava pecado injúrias
promessas de ausentes
retorna apesar do esquecimento...
fervente és promessa nos embriões
Água dos olhos espelham estrelas
desejo de navegar entre as melenas das ondas

e vendavais
só os secos olhares esquecem de ti ...
ausentes de si
Virgínia além mar 03/2007

Dia Mundial das Águas e a III Caravana das Águas
hoje 22 de março temos que comemorando a conquista de Celebrar
a água potável que é apenas cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta.
O Dia Mundial da Água, foi criado pela ONU no dia 22 de março de 1992.

Minha alma é de índio, prezo o que me cerca.O que há dentro e fora por inteiro me afeta, sou meio peixe ainda , meio muda e verde como as algas e um tanto sereia ...Mulher boto, mulher milho e mandioca... Minha mãe me diz que não me cai bem um cocar quando por sua casa passei com penas no cabelos , pois branca é minha pele ... Passo a mão em meu chapéu e faceira o adorno com as penas ....Afinal pássaro também sou quando à brisa me quer!
Águas doces bebo e às salgadas me entrego a mirar. Contemplar um belo exercício de não consumir, aprender a apreciar sem possuir ... Mas mergulho em ambas a buscar um tesouro; a renovação de meu ser ...
Hoje celebro a conquista das demarcações contínuas das terras indígenas , danço com um chocalho na mão direita e a esquerda ergo a acenar aos amigos irmãos pela luta bonita, por haver ainda cores distintas , culturas que tecem e trançam cipós ... Nesta tarde uma cesta adquiri de uma irmã caigangue, rimos um pouco das suas crianças que um ramo de macela me ofereciam tímidas ... A páscoa cristã vem se aproximando e penso o quanto esquecemos de renorvarmos nossos votos de louvor à terra mãe e às criaturas irmãs...
Bem brindo as àguas e a vcs. amigos também,
Bom domingo meus queridos !
- A verdadeira generosidade para com o futuro
consiste em dar tudo ao presente ! -A. Camus

nossa água

o bem que nos sacia sede
é justo que celebremos
uma conquista ; a consciência
que ela é rara !

cuidemos das nascentes
das cabeceiras dos nossos rios
da doce cachoeira
das lagoas e da vegetação

refresca-me o saber que há mais
atenção ao nosso Rio dos Sinos






e que os peixes também serão agraciados
com pequenas e importantes atitudes

se conseguiremos reverter os danos
não sei
mas importa o que ainda se pode e quer realizar
são inúmeros os habitantes do planeta
que dela se privam enquanto há abusos
em consumo e descuido

minha gente não é brincadeira
a água é sim mais valiosa que ouro
e diamantes
sem água potável o homem não sobrevive ! virgínia além mar


Água Bendita
Eliana f.v. – Li Andorinha

Cristais em gotas...
Mais preciosos que todas as jóias
Pois alivia a sede... acaricia a pele
Salvando-nos da desidratação

Água bendita...alegra os sentidos
Aquece os ouvidos em cachoeira
Refresca o corpo em chuviscos
Alimenta as brincadeiras em ribeiras

Está na hora de esquecermos o egoísmo
Cuidando da natureza e dos rios
Consumir...usar... sem maltratar
Lembrando que neles... existem vidas

E se eles ficarem doentes...
Logo seremos os próximos
Pois da água... também dependemos

Vamos fazer desse dia de alerta...
O dia da grande conscientização

Para que no futuro... todos possamos...
Com Água Potável...Um brinde erguer! 22/03/2009


Homenagem a água

Já era tempo de haver uma maior preocupação com o futuro da água.
Ela é essencial a vida do homem, dos animais, das plantas, e alimenta
todos os mananciais sejam lagos, rios, córregos e toda água também corre para os oceanos.
É necessário e com muita urgência que se eduque o homem
fazendo-o zelar pela continuidade da vida, preservando os
mananciais sejam de que tamanho forem para a continuidade
da vida.
Já começa a escassear em muitos lugares do planeta por muitas razões,
a água potável. Já está difícil conseguir nas cidades grandes, quando
todos já não têm em suas casas, uma água pura, para seu consumo.
Agora, até pelo interior e em pequenas cidades, ela já começa a
esgotar,
causando transtornos a todos!
Estejamos pois alertas à
Declaração Universal dos Direitos da água
Que é o nosso “passe”
Para continuarmos vivos
Luíza Benício

luizabeniciomoraes@yahoo.com.br

SEDE
Beber a hora
beber a água
embriagar-se
com água apenas.
Água? É só isso
que purifica.
Fonte maior
e não oculta
fonte sem Narciso
nem flores.
Bendita a sede
por arrancar nossos olhos
da pedra.
Bendita a sede
por ensinar-nos a pureza
da água. Bendita a sede
por congregar-nos em torno da fonte. Orides Fontela
A programação do II Encontro Metropolitano de Educação Ambiental Martim-pescador está praticamente definida. Na última sexta-feira (13/03), foram definidas as oficinas que integrarão o Encontro. São elas: 'Formatação de Projetos para Captação de Recursos'; 'Consumo Consciente: urgência de práticas para sustentabilidade do planeta'; 'Nascentes e Banhados: conservar para quê?'; 'Percepção e Interpretação Ambiental'; 'Estudando a Dengue; Permacultura: um caminho seguro para a sustentabilidade'; 'Recursos audiovisuais como ferramenta no ensino de Biologia e Educação Ambiental'; 'Construindo Mandalas e os elementos da Natureza'; 'Produção de Energia Elétrica e os Impactos Ambientais'; e 'Educação Ambiental e Diálogos com a Diversidade: enxergando o mundo com todos os sentidos...' . O II Encontro de Educação Ambiental ocorrerá nos dias 23, 24 e 25 de abril, no Campus da Unisinos, em São Leopoldo. Em breve será divulgada a data de abertura das inscrições e a programação completa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Assim chega o Outono - Eliana f.v. – Li Andorinha


Assim chega o Outono


Eliana f.v. – Li Andorinha

Verão se despede triunfante
com a magia da lua...
Metade de noite!
Metade de dia!

Na estação das sensações
mais do que mudanças...
renova-se o presente
despertando os instintos

Em tonalidades infinitas...
suspiros da paisagem
pulsam com emoção e fantasia

Folhas ao sabor do vento
deslizam suavemente
qual uma sinfonia
afagando o olhar

Lasciva é a saudade
Intensa é a luz do amor

Ao despontar no horizonte...
A Fragrância do Outono

19/03/2009

OUTONAIS - Luiza S. Benício de Moraes




OUTONAIS

Luiza S. Benício de Moraes

Aqui no Nordeste estamos na outonada, que é a temporada de início de
outono, que começa a partir de 2l de março a 21 de junho. É a estação chamada propriamente de Outono. Pancadas de chuva são benéficas e bem-vindas para arrefecer ou abrandar o calor, trazendo um pouco do vento que ainda resta, mesmo muito quente.
Todos reclamam o calor, que mesmo espantando o sol, com rajadas de chuvas, esquenta-nos até “os miolos´como dizem por aqui os nordestinos: “vem queimando tudo, até os “miolos da cabeça”.
As fruteiras como: goiabeiras, jenipapeiros, cajueiros, jambeiros, sapotizeiros, mangueiras, mangabeiras, limoeiros, pitangueiras, já não estão mais produzindo e as que restam são feias, estragadas por abelhas, e outros insetos.
O chão, fica atapetado de folhas secas ou ressequidas, que caem com os últimos frutos. As cajazeiras, dão seu sinal de fartura de cajás, mas esperam amadurecer com as chuvas de outono! Ensaiam suas quedas em pouco tempo, quando caem as centenas em poucas horas .

segunda-feira, 16 de março de 2009

OUTONO...Benvinda Palma

OUTONO...
Tempo de desfolhar
Falhas
Filhas do tempo
Levadas pelo vento
Lavadas por lágrimas
De dor
Tempo de desfolhar
Feridas
Tecer
Novos sonhos


Novos poemas
Com os fios do tempo
Com os filhos do amor
Tempo de
Desfolhar sofrimentos
Desabrochar momentos
Que nos trouxeram flor
Tempo de trocar as penas
Voar para além-mar
Buscar novos temas
Buscar um novo amor!

domingo, 15 de março de 2009

Ruas de Outono-Ana Carolina

Ruas de Outono


Composição: Ana Carolina/ Antonio Villeroy
Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar
Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto...