quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A busca da luminosidade-Desfaço 76 anos... Rubem Alves
Livro sem fim Rubem Alves
et- Depois de ter experimentado anos de extrema pobreza, Monet começa a prosperar. Em 1883 aluga uma casa em Giverny. Em 1887 expõe novamente em Nova York. Em 1890 a casa é comprada e em 1891 Monet conclui Os Montes de Feno e a série de paisagens do rio Epte. Em 1892 Monet e Alice casam-se. Cuidar do jardim torna-se uma de suas atividades preferidas, são contratados seis jardineiros para ajudá-lo nesse trabalho. É 1893 é comprado também um terreno vizinho onde Monet constrói o jardim aquático, que seria sua grande fonte de inspiração nos anos seguintes.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Ser humano: poético e prosaico - Leonardo Boff - 13 set 09
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Carlos Drummond de Andrade
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo, por isso me grito, por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno. Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens. A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens, as diferentes dores dos homens, sabes como é fácil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso num só peito de homem...
sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros, tão calma.
Não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos, tão calma!
vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos - voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo desaprendi a linguagem com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos, as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo,
o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo, entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode. -
Ó vida futura!
nós te criaremos.
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 13 de setembro de 2009
Alegria é ... Vânia Moreira Diniz

<... Alegria é viver, sentir amar, realizar, ter amigos, compreender, é rir de dentro para fora e sentir prazer nas pequenas coisas, alegria é reconhecer o erro e saber se desculpar sem timidez- - Vânia Moreira Diniz (clique para ler crônica na íntegra )
sábado, 12 de setembro de 2009
11 de setembro de 2009
Em 11 dias, a maioria das estações já registrou quantidade igual ou superior à média histórica para setembro. Só isto já é motivo de alerta e preocupação, pois com a chuva absorvida até agora o solo já está ficando saturado e os rios cheios, alguns até alcançando a cota de alerta de transbordamento, como acontece em rios do planalto norte de Santa Catarina, área próxima da divisa com o Paraná. Daqui para frente, o risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de córregos e rios só vai aumentar. A situação é de alerta permanente.
E n x u r r a d a
Neste sexto ( ?) dia chuvoso
o cinza afinal habitou-me
quero a cor de orquídeas
o perfume suave nas brisas...
As janelas lambuzadas de saudade estão
das doce caminhadas
de um por de sol intenso
do berço descoberto
das aves que adentram o coração da casa
em busca de sombra e nectar
de um regozijoso olhar
Ininterrupta chuva despetalou meu sonho primaveril
o estiolamento habita floreiras encharcadas...
e, o alegrar-se dos sapos nesta hora não me apraz...
Verifico a caixa de E mails
há uma enxurrada de repasses a vista embaralha,
já estou tonta diante da tela,
preciso de ar seco- freco,
de estrelas e um luar! -
* virgínia além mar * 12 set 09
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Flor Azul e o Pássaro de Fogo...artefilospsipoesia
Resta a dança do luar sobre a luz das manhãs
Por restar a esperança da paz no lar sonhado
Corre nos veios d´ água o encontro da poesia
com a filosofia , aquém e ao mais além do humano demasiado...
Abriga o brincar , o inútil , a arte a possibilidade de
subtrair o que distrai do mais íntimo pulsar ?
Buscando o pássaro de fogo a cada adormecer
despertar-se-á para o renascer em todas manhãs
e, na espiral celeste habitaremos sem tripudiar ?
Enquanto ao som dos riachos
são tecidos os fios das flores azuis possíveis... *virgínia além mar
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visite o Canal de Filosofia Espaço Ecos Portal VMD -um ppt muito bom aqui -
imagens créditos - 1 -fonte virgínia - 2- pássaro de fogo -Mateus,GabrieleMarina
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ocidente & Oriente Afin´ação - & Sinceridade

Sinceridade -
Inúmeros conceitos são utilizados sem o seu conhecimento ( entendimento apropriação do sentido ) então os utilizamos equivocadamente .
A sinceridade implica em coerencia, honestidade, no idioma Japonês encontramos a palavra Makoto , por exemplo para designar este afeto- sinceridade = verdade interior, trata-se de um conceito filosófico-religioso budista , também utilizado pelos mestres das artes marciais , significando "falar a partir de seu coração, em concordância com seus atos."
Também podemos lembrar Confúcio "A sinceridade é o caminho do paraíso; fazer-se sincero é o caminho do homem. A sinceridade alcança o que é certo sem esforço e obtém o entendimento, sem pensar."
Um de meus pensadores prediletos do Ocidente é Gaston Bachelard com o qual concordo plenamente quando este diz que "homem que vive sinceramente suas imagens e suas palavras, recebe delas um benefício ontológico singular "
Quando a musicalidade íntima cresce, esta vai como que algo-doando as franjas do tempo. As cordas do instrumento vocal afinam-se aos ritmos do pulsar clemente que existe no coração do mundo. Não há música sem ouvido atento. virgínia além mar
imagem - artista russo Vladimir Kush
Notas1- Enquanto retocava este post ( correções) recebi o Artigo do meu querido amigo Leonardo Bofff, intitulado Zen e a Crise da Cultura Ocidental, que já está disponível em sua Coluna no Canal de Filosofia do Espaço Ecos Portal VMD,
2-O tema deste Post originou-se na discussão na Comunidade do orkut Café Filosófico das Quatro ,através do tópico ...
<> crônica de Rita Ribeiro no Jornal do CF4
inspirada na citação da Psicanalista Betty Milan "Nós nos fazemos por meio da palavra, e, no entanto, a consciência disso é insuficiente. E poucos são capazes de escutar-se, e essa incapacidade é a maior razão do conflito entre as pessoas e os povos." -Betty Milan
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Edgar Morin - entrevista, Artigo e trecho do filme etc..."Você é feliz?"
Para Edgar Morin, intelectuais devem ampliar participação nas reformas do mundo atual
Antonio Gonçalves Filho
assita trecho de "Crônica de Um Verão"-
"Você é feliz?" - esta pergunta é o mote do filme do sociólogo Edgar Morin e do cineasta e etnólogo Jean Rouch que saíram colhendo as respostas nas ruas de Paris no verão de 1960
Agora, diferentemente de Dorian Gray, de Oscar Wilde, posso envelhecer em paz, pois minha obra vai se rejuvenecer para sempre na Internet.Edgar MorinSão Paulo, agosto de 2002por ocasião do lançamento do site-... Vocês deram-me a oportunidade de semear minhas idéias, de divulgar meus pensamentos, de comunicar-me com amigos conhecidos e desconhecidos.Este site é bastante inusitado, porque bastante poético; seus temas foram tão bem escolhidos por Nurimar Falci e ilustrados por André Vallias, que eles permitem ver, ao mesmo tempo, meu ser, minha vida e minhas idéias.
Nurimar Falci soube escolher as passagens que mostram que o "escrevente" é também um "escritor". Roland Barthes distinguia os escreventes, que desejam expressar uma mensagem, dos escritores, que gostam de brincar com a linguagem assim como o violinista com seu violino; que gostam de brincar com as palavras, assim como o compositor com as notas. Só por isso já me sinto muito feliz, pois gosto que as palavras brinquem entre si, que elas se divirtam, se acariciem, façam amor. Fico feliz que ele apareça, esse aspecto de mim mesmo, desconhecido por aqueles que negligenciam minha expressão em função de seu conteúdo.Eu gostaria de exprimir, nesta mensagem, duas idéias que emergiram com força em Identidade Humana.A primeira, é que nós somos pela metade sonâmbulos, pela metade despertos. "Acordados eles dormem", dizia Heráclito, que com isto acorda-nos de nosso sonambulismo. Nós somos, como dizia Pascal, ao mesmo tempo autômatos e espíritos. Somos feitos, como o sabia Shakespeare, de um estofo comum ao sonho e à vigília, mas esse estofo comum, eu não o sei decantar e isolar, nem da vigília, nem do sonho.
Eu sinto, de modo contraditório, que nosso mundo é absolutamente real, no sentido em que nada é mais real que o sofrimento, a felicidade, o amor; e que ele é absolutamente irreal, feito de aparências, de miragens, de alucinações e de ilusões, o que vem expresso nos termos Samsara e Maya.
Esse estranho sentimento mora em mim e sempre me acompanha: aquilo que é mais real é também irreal, aquilo que é mais irreal é também real.
Viver, para mim, é também inconcebível, incrível, maravilhoso e horrorizante.
A mosca, a borboleta, a viúva negra, e também o gato e o cão, trazem-me de volta sem cessar esse mistério. Porque o mistério, para mim, não está somente nos problemas insolúveis para nossa razão e nosso espírito; ele está na vida cotidiana.
A segunda idéia é que tudo o que não se regenera acaba se degenerando.
Tudo o que se encontra em estado nascente é apaixonante: um amor, uma revolução, uma infância.
Mas tudo tende também a degenerar, a enrijecer, a esclerosar-se, a degradar-se, a morrer.
Ora, a grande lição que a organização viva nos dá é que ela é capaz de regenerar-se trocando as moléculas e as células do corpo que se degradam por moléculas e células que o regeneram.
De onde a verdade do "viver de morte, morrer de vida", de Heráclito.
Um amor duradouro é um amor sem cessar re-nascente, que continuamente reencontra o enamoramento.
Para manter uma conquista, é preciso regenerá-la sem parar. Para cada um e para todos, para si mesmo e para o outro, no amor, na amizade, no avanço da idade, é necessária a regeneração permanente.
"Quem não está nascendo está morrendo", canta Bob Dylan. É uma das mais importantes lições que eu extraí dos 32 anos de trabalho e de esforço necessários para O Método.
Para progredir, é necessário reencontrar a fonte regeneradora. Ela está em cada um de nós, como estão em cada um de nós – faz pouco tempo que temos conhecimento disso – as células-tronco capazes de regenerar nossos órgãos, mas que ainda não sabemos utilizar.
Nós possuímos em nós mesmos, não a fonte da vida eterna, mas a força da juventude. Isto, mesmo na idade madura, o que muitos, adulterados antes da idade, ignoram. Garcia Márquez observava: "não digam que vocês não se apaixonam mais porque estão velhos, digam que vocês estão velhos porque não se apaixonam mais".
A fonte da juventude chama-se amor.Edgar Morin- Paris, novembro de 2001.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Imersão Cósmica
Imersão CósmicaEliana f.v. – Li Andorinha
Numa amnésia voluntária
deixo ir toda rigidez estrutural
E tudo o que foi dito...
do jeito humano de ser
Sou fruto da poeira cósmica
com estilhaços da magia
Murmurando silêncios
em ondas magnéticas
de franca alegria
Absorvendo todo esplendor
que um sorriso pode ter
Meu olhar... É só delírio...
do luar que se esparrama
na palma da minha mão
Impregnada dessa luz
viro brincadeira de pirilampos
Espalhando estrelas no chão
domingo, 30 de agosto de 2009
Michèle Sato e alguns de seus fascínios
O INSTITUÍDO E O INSTITUINTE DA ERA DE AQUÁRIOMichèle Sato
hoje recebi um scrap que perfaz o fascínio das águas suas cores sons-movimentos, entre o silencio das rochas no viver das ilhas possíveis e um pouco da arte de Magritte
trago também o Poema de Michèle
na geografia do atrito
américa - europa - áfrica
cabo verde provocao confronto da fricção
a calmaria da união
mar pedra
mão pedra
mulher pedra
pedras do brasil
brasil de pedras== saudades...[mimi]*..*..*
impressões de um País http://www.orkut.com.br/Main#Scrapbook.aspx
VICA
como vai, tudo bem, querida amiga?Segue mais um trechinho do meu diário para vc... Em Cabo Verde, 04ago09...Um dia quente que começava atrasado no mau humor da espera. Uma viagem longa que nos movia a comprar a comida e bebida ainda faltosas após o cuidado solidário da Aidil, doce e tão hospitaleira amiga cabo-verdiana... A paisagem mostrava exuberante de um lado, com um azul do mar tocando a beira da ilha, oferecendo dádivas em tom turquesa que arrebatavam corações brasileiros. Após cada curva, nova descoberta de pedacinhos do mar, fragmentos de rocha e detalhes singulares de belezas em movimento. Maré alta, maré baixa, água azul, água branca... Porém, do outro lado, a aridez das montanhas me dilacerava as entranhas, nas pedras sobre as pedras de um deserto montanhoso, sem uma sombra ou árvores grandes que justificassem o verde ecologista. Nunca estive num país com tantas rochas... pedras de todos os tamanhos, cores e talvez sabores. Se elas pudessem falar... Quanta memória haveria silenciada - Michèle Sato
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Homo artisticus-Marcelo Gleiser
Do pouco que conhecemos a respeito dos nossos ancestrais, identificamos neles bastante do que somos hoje. A diferença é que eles viviam em comunhão com o mundo - e não em guerra com ele.
Se a natureza cantava, os homens queriam cantar também
A Terra tem uma idade aproximada de 4,5 bilhões de anos.Nossa espécie, o Homo sapiens, apareceu em torno de 200 mil anos atrás, na África. Se concentrássemos 4,5 bilhões de anos em uma hora, nosso aparecimento teria ocorrido há menos de dois décimos de segundo. Somos a presença mais recente neste planeta e nos achamos donos dele. Algo para refletir.Evidências fósseis e genéticas indicam que grandes migrações da África em direção à Eurásia e à Oceania ocorriam já há 70 mil anos. A fala, parece que tínhamos há pelo menos 50 mil anos. Dos 200 mil anos que marcam a nossa presença na Terra, há apenas 10 mil nós nos organizamos em sociedades agrárias, capazes de se sustentarem com o plantio e colheita regular de espécies de vegetais domesticados.Certamente, quando essas sociedades começaram a se organizar, alguns animais também foram domesticados.Antes dessas sociedades agrárias, bandos de homens e mulheres corriam pelas savanas africanas e planícies eurasiáticas à procura de alimentos e abrigo. Os perigos eram muitos, de animais predadores e grupos inimigos a fenômenos naturais violentos, como misteriosos vulcões e terremotos. Para sobreviver, nunca se podia baixar a guarda.Desde cedo, ficou claro aos nossos antepassados que a natureza tinha seus próprios ritmos, alguns regulares e outros irregulares.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
li gostei e compartilho de Somos apenas limitados.Só isso.
Anselmo Verissimo da Silva

