domingo, 24 de julho de 2016

Edgar Morn Saberes

Podemos resumir a visão de Morin com o seguinte panorama:

O diagnóstico: Caminhamos cegos em direção ao desastre por fragmentar o conhecimento.

Podemos resumir a visão de Morin com o seguinte panorama:

O diagnóstico: Caminhamos cegos em direção ao desastre por fragmentar o conhecimento.

O antídoto: Desenvolver a empatia, entender a condição humana e aceitar a incerteza.

A saída: Apostar na criatividade humana para desviar do abismo no último segundo. 


                                Em 1999, Edgar Morin publicou para a UNESCO a obra "Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro". O objetivo central deste manifesto é guiar a educação no século XXI para que ela não se limite a transmitir dados técnicos, mas que ensine os seres humanos a viver e a enfrentar os desafios de um mundo hiperconectado e incerto. 

Aqui estão os sete saberes essenciais explicados de forma direta e integrada:
1. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão 
A educação deve ensinar que o conhecimento humano nunca é um reflexo perfeito da realidade. Ele sempre corre o risco do erro e da ilusão, pois é filtrado pelas nossas emoções, crenças e preconceitos. Educar para o futuro exige criar mentes críticas que questionem as próprias certezas e saibam reconhecer as suas falhas cognitivas. 
2. Os princípios de um conhecimento pertinente
Morin critica a separação rígida das matérias escolares. O mundo real é complexo e interligado, mas a escola fragmenta o saber em gavetas isoladas. A educação relevante precisa ensinar a colocar as informações em seu contexto global. Só entendemos as partes se compreendermos o todo, e vice-versa. 
3. Ensinar a condição humana 
Nós somos, ao mesmo tempo, seres biológicos, psíquicos, sociais, culturais e históricos. No entanto, esses aspectos são estudados de forma separada na ciência atual. O futuro exige que cada indivíduo reconheça a sua dupla identidade: a sua singularidade como pessoa e o seu pertencimento à nossa espécie comum. 
4. Ensinar a identidade terrena.
Pela primeira vez na história, todos os seres humanos compartilham o mesmo destino global. Confrontamos os mesmos perigos ecológicos, econômicos e sanitários. A educação deve cultivar a consciência de que a Terra é a nossa pátria comum e promover a solidariedade planetária, superando os nacionalismos e o egoísmo. 
5. Enfrentar as incertezas
Os séculos passados nos ensinaram a ilusão de que o progresso era uma linha reta e previsível. O século XXI provou o contrário. A educação precisa preparar as novas gerações para navegar em um mar de incertezas, criando estratégias flexíveis e mentes resilientes que saibam lidar com o inesperado e o mutável.          


6. Ensinar a compreensão
A compreensão mútua entre os seres humanos é a base para a paz, mas ela não ocorre de forma espontânea. Há uma crise global de empatia, marcada pelo racismo, pela xenofobia e pelo fanatismo. Ensinar a compreensão exige combater o egocentrismo e o etnocentrismo, abrindo espaço para o diálogo real entre diferentes culturas. 
7. A ética do gênero humano 
A ética do futuro não pode ser apenas individual. Morin propõe a antropoética, uma moral estruturada na relação indissociável de três termos: Indivíduo - Sociedade - Espécie. Sob essa ótica, a educação deve formar cidadãos conscientes de seus deveres para com a sociedade e para com o futuro de toda a humanidade, consolidando a democracia e a responsabilidade coletiva.  




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