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domingo, 5 de julho de 2009

Encantos do Mar


(...) a água é também um tipo de destino, não mais apenas o vão destino das
imagens fugazes, o vão destino do sonho que não se acaba, mas um destino
essencial que metamorfoseia incessantemente a substância do ser
.( ...

(...) as vozes da água quase não são metafóricas, que a linguagem das águas é
uma realidade poética direta, que os regatos e os rios sonorizam com estranha
fidelidade as paisagens mudas, que as águas ruidosas ensinam os pássaros e os
homens a cantar, a falar, a repetir, e que há, em suma, uma continuidade entre a palavra da água e a palavra humana.-
Gaston Bachelard



Encantos do Mar



enquanto houver mar
haverá comoção
um marujo uma sereia
bastariam para enfeitar o olhar da lua ?

sobre ondas saltam olhares como golfinhos
entre as algas o som dos sonhos vertem...

navegar é preciso e será
enquanto o mar aos homens
chamar

por misteriosos territórios ansiamos
naufragados em loucura ou
à fascinante alquimia entregues

o Poeta transvalora e cria sentidos para vida

de mar é vestido enquanto as estrelas
o observam constrangidas

enquanto o grande mar a todos sugere ;
naveguem embriagados de mim e de Poesia
*virgínia além mar


(...) a imaginação é colocada no seu lugar, no primeiro lugar, como princípio de
excitação direta do devir psíquico. A imaginação tenta um futuro. A princípio ela é um
fator de imprudência que nos afasta das pesadas estabilidades. Veremos que certos
devaneios poéticos são hipóteses de vidas que alargam nossa vida dando-nos confiança
no universo.
GB idem
agradeço à Luciana Pessanha Pires pela dica do artigo recheado de Bachelard