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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quem agradece sou eu, querida Virgínia Além Mar Por Vânia Moreira Diniz


Quem agradece sou eu, minha querida Virgínia! As lágrimas inundaram meus olhos, mas eu pude escrever através delas.

Esses 10 anos foram gloriosos porque aprendi mais do que no dobro desse tempo, principalmente sentindo e vendo o imenso acervo de conteúdo humano, literário e cultural, experimentando em cada poema ou prosa a profundidade de suas palavras que eu absorvia até nas pequenas frases ou versos com seu rico brilhantismo e metáforas preciosas.

Nossos poemas, admiração mútua e profunda falavam de nossas histórias e você naquele momento tinha a coragem superlativa que é capaz de vencer as dores maiores da humanidade.

Senti o mar entre nossas biografias unindo-nos numa mesma ternura compreensível e tinha certeza de sua vitória gloriosa em um momento difícil de sua vida.

Foi difícil, mas por isso mesmo eu tinha a intuição que assistiria ao triunfo que repercutia à medida que o tempo se aproximava e o mar parecia me dizer o quanto estaria além e ao mesmo tempo infinitamente perto, independente do olhar físico ou da proximidade.

Poderia custar, porém ele voltaria esplêndido, contando-lhe os segredos que sempre repercutiram em seu coração. Sem tormentas e com a beleza e sabedoria da natureza.

Desde o primeiro dia fomos irmãs-confidentes e ao mesmo tempo quando começou a enriquecer o site Vânia Diniz com suas produções e os extraordinários poemas e construções magníficas cada vez mais aprimoradas eu senti a cumplicidade do amor às letras que dividíamos com ternura exuberante.

Sentia um pouco de nostalgia pela proximidade do “Dia dos Pais”, mas com suas palavras você resgatou a alegria que estava no fundo do meu coração, esse sentimento que restaura as dores pela lembrança dos tempos curtidos com a presença de pessoas que compartilharam nossas vidas e ensinaram o sentido do “Viver”.

Obrigada minha amiga-irmã, Virgínia além Mar, alcunha que eu dei com ternura e que sempre será para mim seu verdadeiro nome pelo carinho, pela admiração sincera e profundíssima, recíproca e perene que enriquece nossas vidas e pelo significado que desenhou em uma fase de nossa história e que não poderá jamais se apagar.

Obrigada Virgínia Além Mar, querida Vica, a poetisa da Filosofia, do conhecimento da alma e da vitória.
O meu abraço carinhoso
Vânia Moreira Diniz

Telma da Costa -momentos

Passando pelo Blog da Artista Telma Costa*, que tive o prazer de conhecer recentemente, (uma dessas pessoas que realmente olhamos para o céu e agradecermos) encontrei um interessante momento do ano de 2004, sobre temporalidade...
Em que homem se tornou o garoto que eu amei? -Telma Costa

Inúmeras vezes senti esta curiosidade e até por que não dizer uma saudades do futuro... ?
O encontro de olhares continuaria o mesmo?

Lembrando que na Comunidade Café Filosófico "Das Quatro"
há um fórum -Bate papo com a atriz e poeta Telma da Costa

Sobre Telma Costa - TRIBUTE
Iniciou sua carreira artística em sua cidade natal, integrando, com suas irmãs, Sueli e Lisieux, o grupo vocal Trieto. Aos 15 anos de idade, foi convidada por Chico Buarque para dividir com o compositor a interpretação da música "Sem fantasia", em show realizado no Clube de Juiz de Fora. Em 1971, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira profissional. Integrou, ao lado de Miucha, Olívia Hime e Elizabeth Jobim, o grupo vocal que participou de shows de Tom Jobim e Vinicius de Moraes ....

CADÊ VOCÊ, MEU PAI?
Telma Da Costa

cadê você, meu pai, que não posso te tocar?
cadê seu colo de pai, meu pai
que não posso me encostar e repousar?

cadê suas cartas de poeta suas cartas de pai
seu sorriso maroto seu carinho em meu queixo?

estou vivendo entre os escombros da falta que você faz

cadê sua fala macia me dizendo “filhinha”
ao ouvir minha voz do outro lado da linha?

cadê aquele olhar cansado e triste suas rugas tantas e fundas?
cadê você pra abraçar quando o seu aniversário chegar?

e os presentes que ainda eu te daria o que é que eu faço?

foi com você que aprendi a olhar para cima e ver as estrelas
você foi embora tão cedo e me deixou tão órfã, meu pai

tão órfã de pai de sua poesia
seu abraço seus conselhos
os meus olhos nunca mais secaram de chorar sua partida