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sábado, 14 de novembro de 2009

Dia Mundial da Filosofia - 15 de Nov. 19-11 UFRJ RJ

Dia Mundial da Filosofia na UFRJ - 2009


A Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro será o palco da segunda edição do encontro Dia Mundial da Filosofia no Brasil, evento em comemoração à data criada pela UNESCO, em 2002. ...



Mais do que um dia de evento, o projeto pretende ser um colaborador para com iniciativas consonantes, uma antena para a Filosofia do mundo e um canal aberto entre a Filosofia e todos aqueles que buscam nela o conhecimento para a vida.

De forma a alinhar o projeto às perspectivas da UNESCO, a equipe do Dia Mundial da Filosofia no Brasil tem o prazer de convidar a todos para esse dia de reflexão e debate acerca do saber contemporâneo e de como ele pode ser implementado em favor da vida e da liberdade de pensamento.

domingo, 8 de novembro de 2009

EMBRIAGUEZ TOTAL

Embriaguez Total
Eliana f.v. - Li Andorinha

Ampara o corpo exausto
Agregando na alma
A energia semeada
Em pegadas na areia

No brincar do amor com o sereno
Interliga sintonias mágicas
Recolhe estilhaços do aroma noturno

Deixa minha sensação arrepiada...
Como lambida pelo mar

Veste-me do canto da alvorada...
Afagado pelo luar

Nesse deslumbre inexplicável
Com minha alegria alvoroçada
Quem me toma é a embriaguez

Despertando a inspiração...
Exigindo-me até de madrugada!
**//**

*Alegria e Gentileza
independente dos atropelos
dão energia ao sorriso...
do Amor Universal*
Eliana f.v. - Li Andorinha


terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Poder do ponto de vista humano - divulgando e desabafando


Quanto mais alienada a juventude maior facilidade às quadrilhas engravatadas também, continuarem agindo ... Desinformação, falta de instrução, de lideranças comprometidas em mudança de raiz dá nisso .. O Poder corrompe e a traição é inevitável (? ). A caminhada evolutiva mostra o quanto as questões subjetivas estão envolvidas nos problemas objetivos.

Se não assistiram indico : Ives Gandra da Silva Martins fala sobre novo livro. "Uma Breve Teoria do Poder" analisa a busca pelo poder do ponto de vista da natureza humana. no link a entrevista no Programa do Jô exibido dia 27/10/09 ( logo abaixo )

Estou muito a fim de comprar o livro, vou buscar na Feira que acontece em Poá até 15 deste mes .
Decidi postar o vídeo após ter lido na Isto é independente - Corrupção nanica, estrago gigante-http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2086/artigo155173-1.htm
e ter recebido um chamado para uma manifestação pública em repúdio ao descaso das autoridades e sistema de saúde à epidemia do crack..
Não há fatos isolados tudo está relacionado, corrupção drogas, luta pelo poder , manipulações...Buscar a paz implica em conhecer um pouco mais sobre a natureza humana e tentar melhorar a si mesmo, arregaçar as mangas ,




escrevendo, marchando, cantando, enviando @, divulgando o que se acha interessante.... Tenho feito o que posso, sem culpa mas por impulso ou por instinto de sobrevivência mesmo... Confesso ;ando bem cansada, e enojada mas resta um alento e vontade de lutar na esperança que cada um tenha real interesse por sua vida e o comprometimento com o todo, que não nos sintamos demasiadamente impotentes ao ponto de calar . Creio que cegueiras e anestesias já não nos servem assim como os governantes que não o fazem ...
e buscar a paz implica em conhecer um pouco mais sobre a natureza humana e tentar melhorar a si mesmo, arregaçar as mangas , escrevendo, marchando, cantando, enviando @, divulgando o que se acha interessante...




Tenho feito o que posso, sem culpa mas por impulso ou por instinto de sobrevivência mesmo... Confesso ;ando bem cansada, e enojada mas resta um alento e vontade de lutar na esperança que cada um tenha real interesse por sua vida e o comprometimento com o todo, que não nos sintamos demasiadamente impotentes ao ponto de calar . Creio que cegueiras e anestesias já não nos servem assim como os governantes que não o fazem ...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Convite Exposição Internacional museuimagensdoinconsciente

Convite Exposição Internacional museuimagensdoinconsciente
JÁ PASSEI POR LÁ FANTÁTICAS OBRAS
CLIQUE NO TÍTULO,

Finados - Maria Lindgren




A água entrava pela minha varanda a ponto de me fazer usar rodo e pano de chão, coisa que perdi o treino de usar. Mais uma das chuvaradas de verão em plena primavera, daquelas que dão vontade de se ficar deitada, lendo um bom texto, pensando, cochilando de quando em vez. Sem trovoada, os passarinhos se encolheram um pouco, com esperanças de voltarem a desafiar o trânsito barulhento logo, logo. As flores aqui e ali tremelicavam e se mantinham nas hastes, não importa a fragilidade de seus sustentos. A flor cor de vinho que se fecha à noite ensaiou seu ritual em pleno dia, deixando-me meio temerosa de seu destino. O fícus, as palmeiras e o único pé de orquídea não deram a mínima: sabiam que chuva sem enchente não mata ninguém, muito menos vegetação.
Era véspera de Finados, Dia de Todos os Santos, em que sempre imagino a trabalheira dos santos para receberem as homenagens e os pedidos, em festa gigantesca, se a gente pensar na inclusão dos beatos.
Em terra de feriadões, eu não me havia tocado de que Finados estava logo ali, com seu cortejo de memórias dos que perdemos ao longo da vida. Incoerência feriadão neste dia, me parece, mas não à maioria carioca, que quer ir à praia e beber vários chopinhos.
Durante três dias, a televisão, sem se importar com a data, anunciava que seria um feriadão de sol total, tempo raro nesta primavera da cidade do Rio de Janeiro e de muitas outras regiões do país.
_ Que nada!, exclamou o sábio porteiro. Vai é chover, isso, sim. Se fizer sol, ele logo se esconde, a senhora vai ver.
Pela primeira vez fã do horário de verão que alonga o dia, decido ir ao cemitério niteroiense na véspera de Finados, como fazia minha mãe, para evitar a confusão do Dia, às vezes, para nossa chateação de quase adolescentes, pois gostávamos da “farra” de muita gente e até paquerávamos.
“Chova ou faça sol, vou de táxi, por via das dúvidas”.
Proclamei aos quatro ventos – meu marido, meus dois filhos e minha empregada - que ia ao cemitério.
- Não me procurem. Vou dedicar o Dia primeiro à Missa de Todos os Santos. Recebo pingos de água benta na igreja e me mando pra Niterói, logo a seguir, santificada duas vezes.
No aprazado dia 1 de novembro, a maior chuva. Meu filho aflito ao telefone:
- Mãe, você tem coragem de atravessar a Ponte com este tempo?
- Claro. Não vou me atrapalhar por causa de chuva. Pode ser até que a Ponte esteja menos entupida, como acontece nos feriados. Tenho capa, guarda-chuva e minhas pernas dão pro gasto. Não é à-toa que faço minha hidro quatro vezes por semana.
Às duas horas em ponto, o motorista competente me aguarda. Pego o carro direto na educada portaria de meu prédio, feita para embarque e desembarque à porta, sem respingos nem buzinas. Está um dia quente e o ar condicionado médio me faz colocar a capa às costas. Sinto uma ameaça de tristeza, mas o papo com o motorista a minimiza.
- O cemitério que a senhora vai é aquele pequeno, do Barreto? Acho muito melhor do que o maior, mais bem tratadinho. Aliás, gosto mesmo é de gramado com a lápide à moda americana. Com chuva, então, fica uma beleza, bem verdinha. Não sei porque aqui é tão caro e tão longe. Acho que é falta de espaço, né mesmo?
A ponte me faz lembrar da primeira vez em que vi, emocionada, a barca de Niterói e os navios como de brinquedo, lá-á-á em baixo.
- Bela obra! Pena que tenha morrido gente na construção.
- É mesmo?, Não sabia disso.
Claro, gente jovem não sabe tantas histórias boas ou ruins como nós. Estou a ponto de lhe mandar abrir o Google e ler o histórico da Ponte Rio-Niterói, mas me refreio. Penso que os podres não se contam.
Mal enxergo esfumaçada a Ilha Fiscal, uns poucos navios e uma regata sob a maior chuva. Em cima e debaixo d´água. Fico abestalhada com a coragem dos intrépidos desportistas. As velas vermelhas e brancas se destacam na névoa da chuva.
Mais alguns minutos e a entrada para o Barreto. Gente, que terra mais feiinha, Deus me perdoe. O bairro do cemitério está igualzinho ao que era, mas bem deteriorado. Parece terra que não cresce jamais. A não ser que tenham preferido construir shoppings e prédios em outra parte do bairro.
O cemitério se aproxima e bem tratado, com grades pintadas de azul e muros brancos quase sem pichação. A florista é a mesma de cinqüenta anos atrás. Uma loja de raras flores bonitas e arranjos de mau-gosto. Tenho horror a flores misturadas sem capricho de japonês. A meu lado, uma senhora vestida corretamente, o que denota algum status, reclama do preço.
- Gente! Tá muito caro vinte reais por esse tantinho de flor! Quê que deu na sua cabeça D. Guiomar? Graças a Deus que eu vim prevenida.
Tenho vontade de lhe explicar que é até barato, se considerarmos que Finados é um dia por ano.
Compro minhas flores brancas, não sei que nome têm, mas não as misturo de jeito nenhum com palmas de Santa Rita, rosas e margaridas meio murchas.
Chego ao túmulo negro abraçada com as flores, debaixo do guarda-chuva cinza, rodeada de cinzento por todo lado, mas cercada de meninos que se dispõem a lavar o granito preto. E o fazem com o maior capricho, em algazarra gostosa que quebra o tom lúgubre do dia.
A pouco e pouco, os nomes de meus mortos, desde meus avós que não conheci, até meus pais, em caligrafia bonita, do tipo manuscrito. Arrumo as flores com cuidado de Mrs, Dalloway, de Virgínia Woolf, e me sinto bem.

Maria Lindgren - coluna da autora no VMD
aqui
ilustração - virg.
Shirin
Neshat 2004 Women Without Men_________________________________________________________________________