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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fertilidade no dia de Saudades - 02 Novembro...- virgínia além mar

Hoje não é dia de tristezas mas de saudades, saudades é sentimento daqueles que ficam dentro do peito, em nossas veias, em nossos mais profundos pensamentos, que de alguma forma nos afetaram, modificaram nossa maneira de olhar e sentir a existência.
Hojé é dia em que as sementes são lembradas nos frutos e flores.
Dia de Pitangas maduras...
Tem coisa mais delicada que uma Pitangueira em flor ?

 
Existe algo tão saboroso quanto colher, na primavera, pitangas, pequenos frutos lustrosos de aroma peculiar...

Pois neste dia de saudade e reverência vou visitar o local onde jazem inertes (?) os ossos de meu falecido Pai. Sobre o gramado que cobre seu túmulo uma frondosa Pitangueira resiste além das orquídeas. Os pássaros entoam os cânticos da fertilidade nesta época alimentando-se dos frutos e insetos . Sob a sombra das folhas lustrosas , colho alguns frutos e ergo os olhos em gratidão e saudade deste que foi o primeiro ecologista que conheci, um homem de visão; meu amado pai. Portanto hoje é um dia especial não só de relembrar o quanto fui por ele influenciada e, a importância de cultivar o silenciar dos ruídos do mundo para entrarmos em nosso íntimo e aprofundar o conhecimento de nós mesmos e, descobrir o que tece nossos “agoras”... Talvez isto seja eternidade...



O dia dos Mortos, é uma tradição milenar, sendo um dos cultos mais antigos, presente em quase todas as religiões. Inicialmente era ligado aos cultos agrários e de fertilidade.

Para os mais antigos, os mortos eram como sementes, e por isso eram enterrados com vistas à ressurreição.

A Morte está associada à fertilidade. Alguns povos primitivos celebravam ( e ainda mantém-se em algumas culturas a tradição ) de celebrar o Dia de Finados com fartos banquetes junto aos  túmulos. Povos  primitivos rogavam pela  proteção de seus ancestrais  para plantações e boa fortuna nas colheitas.

Na antiguidade greco-romana, o culto das almas (manes) era celebrado com o cerimonial da vegetação.

Hipócrates ( considerado pai da medicina), baseado na mesma crença, afirmou que os espíritos dos defuntos “fazem germinar e crescer as sementes”.

Os hindus comemoram os mortos em plena fase da colheita, como a festa principal do período.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.

Para os católicos, dizer que quando uma pessoa morre tudo acabou não é verdade. Os católicos crêem que o testemunho de vida daquele que morreu fica como luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Para tanto, eles acendem velas no Dia de Finados, buscando celebrar e perpetuar a luz do falecido.

A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, 1º de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem em santidade, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.

fonte paragrafos grifados - internet.

6 comentários:

  1. Vica querida
    Nesse texto tão lindo, não existe apenas seu talento mas delicadeza, amor e muita compreensão e conhecimento nesse dia de finados, que nos lembra tantas perdas.

    A natureza continua indelével e é com essa premissa que você envolve os leitores nessa crônica que nos ilumina o dia.

    Obrigada por nos brindar com ela!
    Beijos
    Vânia

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  2. Virgínia minha querida Amiga!
    A suavidade da tua escrita me deixa emocionada
    e acalma essa saudade sem fim em nosso ser!
    Grata por esta belíssima crônica que me faz sentir mais fortemente ligada a essa magnífica natureza...
    Grata por este texto-carinho tão especial com que acalenta nossa alma!

    beijinhos com carinho infinito da Li Amiga e fã sempre

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  3. Olá Virgínia

    Também eu vou visitar os meus mortos, neste dia especial.
    Sensibilizada com a calma visão tua sobre ela.
    Em troca de singela e reconfortante palavra, te envio um textinho sobre o Saramago, outro poeta lúcido.

    Um grande e afetuoso abraço neste dia de saudades...
    Maria

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  4. Grande sabedoria, só poderia ser da grande Virginia, hoje é dia sim da SAUDADE,
    pois felizes quem dela pode sentir os que já partiram, obrigada,Efigenia

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  5. Nesse texto podemos perceber a sensibilidade da poetisa que se expõe com a luz de sua inspiração para que possamos ser tocados com seu sentiimento de saudade que se perpetua na fertilidade!!Parabéns, poetisa!! aplausos!!
    Sds.
    Sil

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  6. Virginia Coisa delicada é você, com sua palavras sobre a fertilidade da morte e a delicadeza de uma pitangueira. Um beijjão e parabéns Maizé - Maria Lindgren

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comentários são bem vindos, grata!