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domingo, 2 de agosto de 2009

Ante os verbos da noite

- Por conseguinte, na vida, é primeiro que tudo útil aperfeiçoar, na medida do possível, o entendimento, ou seja, a Razão, e só nisto consiste a suprema felicidade, ou seja, a suprema beatitude do homem. É que a beatitude não é outra coisa que o contentamento da alma (animi), que provém do conhecimento de Deus. Ora, aperfeiçoar o entendimento também não é outra coisa que conhecer a Deus, os atributos de Deus e as ações que resultam da necessidade da sua própria natureza. Por isso, o fim último do homem, que é conduzido pela Razão, isto é, o seu desejo supremo, por meio do qual procura regular todos os outros, é aquele que o leva a conceber-se adequadamente a si mesmo e a todas as coisas que podem cair sob o seu entendimento.- Spinoza ou Espinosa -Ética, Parte 4, Apêndice, Capítulo 4)

Ante os verbos da noite

virgínia além mar

Enfeita a cauda da noite uma brisa
muda, ainda, a lua estremece
ante o verbo morno que cresce ;
Seremos luar, nós e manhã seus filhos?

Ternura habita o breu dos universos...
Um cometa passou e nem um soneto se fez
Talvez, de passagem, cantaste estrela ausente...

Antecede-se aos sonhos desejo e antiga carícia
Perfaz o limite a guisa
E, o mordaz silêncio é cortado...

Novamente, ainda muda, a lua cresce
E outro verbo morno estremece;
Amaremos os filhos que a brisa nos tem ofertado?
fonte imagem internet imagem créditos -

Um comentário:

  1. Porque a palavra Verbo? Só uma curiosidade.

    Direto do Rio.
    Beijos.

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