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segunda-feira, 9 de março de 2009

Nietzsche, Poesia e mais considerações por de Anderson Fonseca



.... A Literatura, no entanto, só começa perante o indizível, face á percepção de um algures estranho à própria linguagem que o procura. É esta dúvida criadora, esta morte fecunda, que a nossa sociedade condena na sua boa Literatura, e que ela exorciza na má. Proclamar alto e bom som que o Romance deve ser romance, a Poesia poesia, e o Teatro teatro, é instaurar uma tautologia estéril, semelhante à das leis denominativas que regem, no Código Civil, a propriedade dos Bens: tudo concorre para a grande obra burguesa que consiste em reduzir enfim o ser a um ter, o objeto a uma coisa. Roland Barthes...

...Poeta egoísta, faz do ego seu poema, quantas palavras vazias, aprende com os Poetas que o ego é um sofisma, aprenda a ouvir o som do mundo, aprenda a ser o outro, esqueça quantos eus há na sua alma, entenda o propósito do Verbo: deixar-de-ser para o outro ser. Ah! Já não basta o Romantismo? Eis o que anúncio: A poesia impessoal, sem nome, sem rosto, apenas a palavra dentro da palavra incapaz de falar palavra, centro e circunferência no tempo! Aqui está o sentimento que Eliot descreveu como “o que realiza o gênio da linguagem” *; pois o gênio não está no que sabe usar a linguagem, mas naquele que se torna o mais alto grau da linguagem.... ler todo Artigo aqui






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